O molho Espanhol, também conhecido pelo nome francês Sauce Espagnole, é uma preparação que, à primeira vista, pode parecer simples, mas que esconde uma complexidade e profundidade de sabor que o tornam um verdadeiro clássico da gastronomia. Sua elaboração envolve a cuidadosa redução do caldo de vitela, que é um dos componentes fundamentais, proporcionando uma base rica e saborosa. Além disso, o roux escuro, que é uma mistura de farinha e gordura cozida até adquirir uma coloração profunda, contribui para a espessura e a intensidade do molho.
Os aromáticos, que podem incluir cebola, cenoura e aipo, são adicionados para realçar ainda mais o perfil de sabor, enquanto a pasta de tomate traz um toque de acidez e um leve dulçor, equilibrando os sabores e conferindo uma cor vibrante ao molho. O resultado é um molho encorpado e rico, que serve como um ponto de partida essencial para a construção de uma vasta gama de outros molhos, como o famoso Demi-glace, que é uma redução do molho Espanhol com caldo.
Embora tenha suas raízes na culinária espanhola, o molho Espanhol ganhou notoriedade e popularidade na França, especialmente através do trabalho do renomado chef Auguste Escoffier, que o elevou a um status de destaque na alta gastronomia. Com o tempo, o molho Espanhol tornou-se um dos cinco molhos-mãe da culinária francesa, formando a base para uma infinidade de preparações e técnicas culinárias.
Até os dias de hoje, o molho Espanhol é amplamente reconhecido e respeitado como um padrão entre muitos outros molhos no universo culinário. Sua versatilidade e riqueza de sabor o tornam uma escolha favorita entre chefs e cozinheiros, que o utilizam para dar profundidade e complexidade a uma variedade de pratos, desde carnes assadas até guisados e molhos mais elaborados. Assim, o molho Espanhol não é apenas uma receita, mas sim uma tradição que continua a influenciar e inspirar a arte da culinária em todo o mundo.
A carne é a protagonista, mas o molho é o coadjuvante que fará dessa harmonizaço um prato aclamado.
-Paulo daumas – – ESCRITOR E ESPECIALISTA EM CULINÁRIA E VINHOS
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- Molho Espanhol: A Origem
- As Diferenças Entre Demi-Glace E Molho Espanhol
- 11 Dicas Essenciais Para Fazer Molho Espanhol
- 9 Pratos Para Servir Com Molho Espanhol e Seus Derivados
- Molhos Espanhol e Seus Molhos Derivados
- Como Fazer Molho Espanhol
Molho Espanhol: A Origem
Existem várias teorias intrigantes sobre a origem do nome do molho conhecido como “molho Espanhol”. Uma das alegações mais comuns, que remonta à época em que o molho ganhou notoriedade, é que a sua cor marrom escura estava associada a uma imagem estereotipada dos espanhóis, que, segundo os franceses, eram frequentemente retratados com características que remetiam a essa tonalidade.
No entanto, essa narrativa não é isenta de controvérsias e debates. Alan Davidson, um respeitado escritor e crítico gastronômico, costumava afirmar que “o nome não tem nada a ver com a Espanha, assim como o termo homólogo allemande não tem qualquer relação com a Alemanha”. Ele argumentava que esses termos foram escolhidos com base em percepções culturais, onde, aos olhos dos franceses, os alemães eram vistos como loiros e os espanhóis como castanhos, refletindo uma visão estereotipada e simplista das características físicas dos povos.
A história do molho Espanhol remonta ao início do século XVII, um período em que a culinária estava em constante evolução. Durante um grandioso banquete que celebrava o casamento entre Anne da Áustria e Luís XIII da França, os chefs espanhóis presentes na ocasião utilizaram tomates, um ingrediente típico da Espanha, para enriquecer os molhos franceses, que na época eram frequentemente considerados insípidos e sem graça. Essa adição não apenas trouxe um novo sabor aos pratos, mas também elevou o status do molho Espanhol, que rapidamente se tornou um substituto indispensável para caldos de qualidade inferior que eram comuns na culinária da época.
No entanto, ao longo do século 19, o molho Espanhol passou por uma transformação significativa. Seus ingredientes e métodos de preparo mudaram, resultando em um sabor que muitos consideravam sem graça e insatisfatório. Essa mudança gerou um descontentamento entre os chefs e gourmets da época, que viam o molho como um reflexo de um mau uso e de um sabor repugnante. Em resposta a essa insatisfação, surgiu um movimento reacionário que buscava restaurar o molho Espanhol ao seu devido lugar na alta gastronomia, defendendo a volta aos métodos tradicionais de preparo e aos ingredientes autênticos.
Um dos principais protagonistas desse movimento foi Auguste Escoffier, um renomado chef francês, proprietário de restaurantes e autor de influentes obras sobre culinária. Escoffier dedicou-se a popularizar o molho Espanhol, atualizando suas receitas e técnicas de preparo, o que resultou em um molho mais refinado e saboroso. Graças a seus esforços, o molho Espanhol foi elevado ao status de um dos cinco molhos mãe da culinária francesa, consolidando sua importância e influência na gastronomia mundial. Essa transformação não apenas resgatou a reputação do molho, mas também contribuiu para a evolução da culinária francesa, que continuou a se expandir e a se diversificar ao longo dos anos.
As Diferenças Entre Demi-Glace E Molho Espanhol
Ambos os molhos, Demi-Glace e Molho Espanhol, são conhecidos por sua coloração escura e rica, e são frequentemente utilizados como acompanhamentos perfeitos para uma variedade de pratos, incluindo steaks suculentos, costelas tenras, aves saborosas, carnes de caça e até mesmo em ensopados e risotos. Além de serem deliciosos por si só, esses molhos também desempenham um papel fundamental como base para a criação de outros molhos mais complexos e elaborados.
Demi-Glace
O Demi-Glace, em particular, é um molho que tem suas raízes na tradição culinária espanhola. Ele é frequentemente utilizado em pequenas quantidades para intensificar o sabor e a profundidade de outros molhos, além de ser um acompanhamento ideal para steaks mal passados, que se beneficiam de seu sabor concentrado.
A preparação tradicional do Demi-Glace envolve a combinação de uma parte de molho Espagnole com uma parte de caldo de carne escuro, resultando em uma mistura que é reduzida pela metade. Esse processo de redução não apenas confere ao molho uma coloração escura e uma consistência mais espessa, mas também intensifica os sabores, tornando-o ainda mais delicioso.
Além disso, o Demi-Glace pode ser enriquecido com a adição de vinhos, como o porto, o xerez ou o vinho Madeira, que são incorporados no final do processo de cozimento. É importante adicionar o vinho nesse estágio, pois, se o molho for fervido por muito tempo, o aroma e os sabores delicados do vinho podem se dissipar devido à evaporação. Essa atenção aos detalhes é o que torna o Demi-Glace um molho tão especial e versátil na culinária.
Por outro lado, o Molho Espanhol é um caldo de carne marrom que é preparado com a adição de mirepoix, uma mistura de vegetais aromáticos, roux (uma mistura de farinha e gordura) e pasta de tomate, que também é reduzido pela metade. Embora o Demi-Glace seja considerado um derivado do Molho Espanhol, ele serve como um ponto de partida para a criação de uma variedade de outros molhos clássicos, como o Molho Madère, Bordelaise e Poivrade.
Esses molhos, por sua vez, também são considerados derivados do Molho Espanhol, demonstrando a rica interconexão entre as diferentes preparações e técnicas na arte da culinária. Assim, tanto o Demi-Glace quanto o Molho Espanhol não apenas enriquecem os pratos com seus sabores profundos e complexos, mas também são fundamentais na construção de uma vasta gama de molhos que elevam a experiência gastronômica.
11 Dicas Essenciais Para Fazer Molho Espanhol
Mise en Place
Mise en place é um termo da culinária francesa que se traduz literalmente como “colocar tudo no lugar”. Essa expressão encapsula um conceito fundamental na arte de cozinhar, que vai muito além de uma simples organização. Na prática, a mise en place é uma etapa essencial que deve ser realizada antes de iniciar o preparo de qualquer receita. Durante essa fase, o cozinheiro se dedica a organizar todos os utensílios de cozinha necessários, como panelas, facas, colheres e tigelas, além de porcionar e preparar os ingredientes com antecedência.
Essa preparação meticulosa é crucial, pois ajuda a evitar confusões e erros que podem ocorrer durante o processo de cozimento. Ao ter todos os ingredientes medidos, picados e prontos para uso, você pode se concentrar plenamente na execução da receita, sem a necessidade de interromper o fluxo para procurar um ingrediente ou utensílio que não está à mão. Além disso, a mise en place contribui para uma experiência de cozinha mais tranquila e eficiente, permitindo que você trabalhe de forma mais organizada e produtiva.
Organizar os ingredientes e os equipamentos, assim como a área de trabalho, não apenas facilita o processo de cozinhar, mas também aumenta a probabilidade de alcançar o resultado final desejado. Quando tudo está em seu devido lugar, você pode se dedicar à criatividade e à técnica, resultando em pratos mais saborosos e bem apresentados. Portanto, a mise en place é um passo fundamental que todo cozinheiro, seja amador ou profissional, deve adotar para garantir uma experiência culinária bem-sucedida e satisfatória.
Livre-se das impurezas
Qualquer presença de resíduos ou impurezas, por menor que seja, pode ter um impacto significativo tanto no sabor quanto na aparência do molho que você está preparando. Esses elementos indesejados podem interferir na harmonia dos sabores, tornando o resultado final menos agradável ao paladar, além de comprometer a apresentação do prato.
Por isso, é fundamental que você mantenha suas panelas e utensílios sempre limpos e bem cuidados. Isso não apenas garantirá que o molho atinja seu potencial máximo em termos de sabor e estética, mas também contribuirá para uma experiência culinária mais satisfatória e prazerosa. A limpeza adequada dos equipamentos de cozinha é um passo essencial para qualquer cozinheiro que deseja criar pratos de alta qualidade.
O roux certo
Os diferentes estágios do roux, que incluem o roux branco, o roux dourado e o roux escuro, desempenham um papel fundamental na cor e na consistência dos molhos que preparamos. Cada um desses estágios é alcançado através do tempo de cozimento da mistura de farinha e gordura, e cada um traz características únicas que influenciam o resultado final do prato. Por exemplo, o roux branco, que é cozido por um período mais curto, é ideal para molhos mais leves, como o molho béchamel, pois proporciona uma base suave e cremosa sem alterar significativamente a cor. Já o roux dourado, que é cozido um pouco mais, adiciona um leve sabor de nozes e uma cor mais rica, sendo frequentemente utilizado em molhos como o velouté.
Por outro lado, o roux escuro, que é cozido por um tempo mais prolongado até adquirir uma coloração profunda e um sabor mais robusto, é essencial em preparações como o molho espanhol. Este tipo de roux não apenas confere uma cor intensa ao molho, mas também enriquece o sabor, tornando-o mais complexo e encorpado. Portanto, a escolha do tipo de roux a ser utilizado é crucial, pois impacta diretamente tanto a aparência quanto o paladar do prato final, permitindo que o cozinheiro ajuste a receita de acordo com a sua intenção culinária.
Fundo escuro
O molho espanhol, conhecido por sua rica coloração marrom escura, é um componente fundamental na culinária, especialmente na preparação de pratos que exigem um sabor profundo e encorpado. Para alcançar essa tonalidade característica e garantir a intensidade do sabor, é imprescindível utilizar um caldo de vitela ou carne que também seja escuro.
Isso se deve ao fato de que a base do molho, que é cuidadosamente elaborada, pode perder sua identidade e complexidade se for preparado com um caldo mais claro, como o de frango, por exemplo. A escolha do caldo é crucial, pois ele não apenas influencia a cor do molho, mas também a profundidade e a riqueza do sabor final, resultando em um prato que é verdadeiramente saboroso e satisfatório. Portanto, ao preparar o molho espanhol, é essencial prestar atenção a esses detalhes para garantir que o resultado final seja digno das melhores receitas da gastronomia.
Mirepoix
Corte os vegetais, como cenoura, cebola e salsão, em pedaços grandes, com cerca de 3 a 5 centímetros de tamanho. Essa medida é importante para garantir que os vegetais não se desfaçam durante o processo de cozimento, o que poderia comprometer a textura e a apresentação do prato final.
O molho espanhol, conhecido por seu sabor rico e complexo, requer um tempo considerável para ser preparado, e, por isso, é essencial utilizar pedaços maiores do mirepoix. Isso não apenas ajuda a manter a integridade dos vegetais durante o cozimento prolongado, mas também permite que eles liberem seus sabores de maneira mais gradual e equilibrada, contribuindo para a profundidade do molho. Portanto, ao cortar os vegetais, tenha em mente a importância de manter esses tamanhos adequados para um resultado final mais saboroso e harmonioso. Aprenda mais sobre a técnica de Mirepoix.
Écumer
Ecumer é um termo de origem francesa que se refere ao ato de retirar a espuma ou as impurezas que se formam na superfície de um líquido que está fervendo, utilizando uma concha ou colher apropriada para essa tarefa.
Esse processo é especialmente importante na preparação de caldos, sopas e molhos, pois a espuma que se acumula pode conter impurezas e resíduos que, se não removidos, podem comprometer a qualidade final do prato. Ao ecumer, você garante que o seu molho fique não apenas livre de impurezas, mas também com um sabor mais leve e uma textura suave, permitindo que os sabores dos ingredientes se destaquem de maneira mais harmoniosa.
Além disso, essa técnica contribui para uma apresentação mais limpa e apetitosa do prato, elevando a experiência gastronômica como um todo. Portanto, ao preparar suas receitas, não se esqueça da importância de ecumer, pois esse simples passo pode fazer toda a diferença no resultado final.
Equilíbrio do sabor
Siga rigorosamente as quantidades dos ingredientes indicadas na receita. É fundamental não adicionar uma quantidade excessiva de vegetais ou aromáticos, pois isso pode interferir no equilíbrio dos sabores e acabar mascarando o sabor final do molho.
Cada ingrediente tem um papel específico na composição do prato, e ao respeitar as proporções sugeridas, você garantirá que o molho mantenha sua essência e características desejadas. Portanto, é importante ter atenção a cada detalhe, pois isso fará toda a diferença no resultado final da sua preparação.
Cor do molho
Os molhos escuros são caracterizados por uma cor marrom escura, que resulta de uma combinação de fatores que se entrelaçam durante o processo de preparo. A tonalidade profunda e rica desses molhos é influenciada, em grande parte, pela quantidade de purê de tomate utilizada, que adiciona não apenas cor, mas também um sabor robusto e encorpado.
Além disso, a caramelização do mirepoix, que é uma mistura de cebola, cenoura e aipo, desempenha um papel crucial na formação de um sabor adocicado e complexo, contribuindo para a profundidade do molho. Outro elemento importante é a cor do roux, que é uma mistura de farinha e gordura cozida, que pode variar de claro a escuro, dependendo do tempo de cozimento.
Um roux mais escuro traz um sabor de nozes e um tom mais intenso ao molho. Portanto, é fundamental seguir os passos recomendados na receita com atenção, pois cada etapa do processo de preparo é essencial para alcançar a cor e o sabor desejados, garantindo que o molho escuro atinja seu potencial máximo e complemente perfeitamente os pratos aos quais será adicionado.
Tempero
Adicionar sal e pimenta ao molho no início do processo de cozimento pode resultar em um sabor excessivamente salgado ou pungente à medida que o molho reduz e os líquidos evaporam. Isso acontece porque, à medida que o molho cozinha e se concentra, os sabores se intensificam, o que pode levar a um desequilíbrio no tempero.
Por essa razão, é recomendável que você prefira ajustar o tempero no final do cozimento. Dessa forma, você terá um controle maior sobre o sabor final do prato, permitindo que os ingredientes se destaquem de maneira harmoniosa e evitando que o molho se torne excessivamente salgado ou picante. Assim, você poderá garantir que o resultado final seja equilibrado e agradável ao paladar.
Consistência nappé
Na culinária francesa, o termo “ponto nappé” refere-se a uma técnica específica de cozimento que resulta em um creme ou molho com uma textura cremosa e densa, ideal para diversas preparações. Essa técnica é fundamental para chefs e cozinheiros que buscam a perfeição em suas receitas, pois a consistência do molho pode fazer toda a diferença no prato final.
Para determinar se o molho ou creme atingiu o ponto nappé, existe um método simples e eficaz. Comece mergulhando uma colher no preparo e, em seguida, retire-a cuidadosamente. Com a parte de trás da colher voltada para você, passe o dedo suavemente sobre a superfície.
O truque está em observar o “rastro” que seu dedo deixa: se a marca permanecer visível e não se fechar rapidamente, isso indica que o molho está na consistência ideal. Essa técnica não apenas garante que o molho tenha a densidade correta, mas também proporciona uma apresentação mais sofisticada ao prato, uma vez que um molho bem executado pode realçar os sabores e a estética da refeição.
O ponto nappé é frequentemente utilizado em molhos clássicos, como o béchamel ou o velouté, e é uma habilidade que todo amante da culinária deve dominar. Com prática e atenção aos detalhes, você poderá criar molhos que não apenas complementam, mas elevam suas criações culinárias a um novo patamar.
Sem sólidos
Coe o molho utilizando uma peneira de malha fina, que pode ser ocasionalmente forrada com cheesecloth, um tecido especial utilizado na produção de queijos. Esse processo de coar é fundamental para garantir que o molho atinja uma consistência mais lisa e homogênea, eliminando qualquer resíduo sólido que possa comprometer a textura final.
Ao fazer isso, você assegura que o molho fique livre de minúsculos sólidos, resultando em uma experiência gustativa mais suave e agradável. Essa técnica é especialmente útil quando se deseja um molho que se misture perfeitamente com outros ingredientes ou que seja utilizado como um acompanhamento delicado em pratos sofisticados.
9 Pratos Para Servir Com Molho Espanhol E Seus Derivados
Na rica e sofisticada tradição da cozinha francesa, o Molho Espanhol, conhecido como “Sauce Espagnole”, é frequentemente associado ao acompanhamento de carnes vermelhas, onde sua profundidade de sabor e complexidade realçam o paladar dos pratos. No entanto, a versatilidade desse molho vai muito além do que se poderia imaginar, permitindo que ele seja utilizado em uma variedade de preparações culinárias que abrangem diferentes tipos de carnes e até mesmo pratos vegetarianos.
Por exemplo, o Pato ao Molho Bigarade é uma combinação clássica que destaca a suculência da carne de pato, enquanto o molho, com sua base de laranja e redução de vinho, traz um toque agridoce que complementa perfeitamente o prato. Outro exemplo é o Ovos Cozidos com Molho Madeira e Fígado de Frango, onde a riqueza do molho Madeira se une à delicadeza dos ovos, criando uma entrada sofisticada e saborosa.
Além disso, a Costela Assada com Demi-glace e arroz Biro-Biro é uma verdadeira celebração de sabores, onde a profundidade do demi-glace se harmoniza com a textura macia da costela, enquanto o arroz Biro-Biro, com seu toque de temperos e ingredientes, adiciona um elemento de frescor ao prato. O Filé Mignon com Molho Espanhol e Mix de Cogumelos Salteados é outra combinação que não decepciona, pois a suavidade do filé é realçada pela intensidade do molho e pela umami dos cogumelos.
O Peito de Peru Salteado ao Molho Chasseur é uma opção que traz um toque rústico, onde o molho, feito com vinho, cogumelos e ervas, proporciona um sabor robusto que combina perfeitamente com a carne de peru. Já o Cordeiro Assado com Molho Espanhol e Polenta Cremosa é uma escolha que une a tradição à modernidade, com a polenta servindo como uma base reconfortante que absorve os sabores do molho.
O Lombo ao Molho au Poivre com Batatas Fritas é uma combinação clássica que não pode faltar, onde o molho de pimenta traz um calor sutil que contrasta com a crocância das batatas fritas. Por fim, as Costeletas de Porco ao Molho Charcutière com Mousseline de Pastinaga e o Ossobuco com Demi-glace e Risoto de Cogumelos são pratos que exemplificam a riqueza e a diversidade da cozinha francesa, mostrando como o Molho Espanhol e suas variações podem ser utilizados para criar experiências gastronômicas memoráveis e sofisticadas.
Assim, o Molho Espanhol se revela não apenas como um acompanhamento para carnes vermelhas, mas como um elemento fundamental que enriquece uma ampla gama de pratos, permitindo que chefs e cozinheiros explorem sua criatividade na cozinha.
Molhos Espanhol e Seus Derivados
A partir do molho espanhol é possível criar outros 12 molhos que irão agregar sabor, aroma, textura e cor aos seus pratos.
Como Fazer Molho Espanhol
Ideal para servir com carnes vermelhas, porco, de caça, grelhadas, ou cozidas por um longo tempo, legumes salteados ou grelhados, enfim, tudo que remete a aromas defumados, terrosos e empireumáticos.
Aprenda agora a preparar o molho escuro francês.
Agora, mãos à obra! 😋
Molho Espanhol
Equipment
- Facas de Chef e de legumes
- 1 Panela grande
- 1 Peneira – Chinoy
- 1 Espátula de silicone
- Travessas redondas – Mixing bowls
- 1 Fouet – batedor arame
Ingredients
- 3 litros Caldo escuro de vitela ou carne
- 100 g Cebola
- 50 g Cenoura
- 50 g Salsão
- 2 unidade Dentes de alho
- 125 ml Vinho tinto seco Opcional
- 25 g Pasta de tomate
- 20 g Farinha
- 40 g Manteiga 20 g para roux e outros 20 g para saltear o mirepoix.
- 2 unidade Tomates sem casca e sementes
- 1 unidade Bouquet garni
Instructions
Mise en place
- Bouquet garni: Junte talos de salsinha, 1 folha de louro, ramos de tomilho fresco. Enrole tudo numa folha verde grande de alho poró. Amarre com barbante culinário.
- Porcione o Mirepoix: Cebola, cenoura e salsão cortados em cubos grandes, cerca de 3-5cm.
- Prepare o Roux escuro: Derreta a manteiga em uma panela pequena em fogo médio. Quando a manteiga começar a espumar, adicione a farinha e cozinhe por 10-15 minutos, até que esteja marrom escuro e líquido. Reserve para esfriar.
Preparando o Molho
- Em uma panela grande de fundo grosso, derreta a manteiga em fogo médio e refogue o mirepoix, mexendo ocasionalmente, até amolecer – 5 minutos.
- Adicione os dentes de alho, bouquet garni, pasta de tomate e cozinhe por mais até dourar, cerca de 5 minutos.
- Adicione os tomates e cozinhe até ficarem macios. Reduza o fogo para baixo, mexa, até dourar – cerca de 10 minutos.
- Adicionar o vinho para demolhar ou déglacer – dissolver sucos que cristalizam no fundo da panela. Opcional
- Adicione o caldo de carne ou vitela quente. Reserve um pouco para temperar o roux e misture ao caldo na panela.
- Tempere o roux com um pouco do caldo de vitela e adicione ao restante na panela, mexendo para não empelotar.
- Cozinhe em fogo baixo com a panela descoberta, removendo quaisquer impurezas da superfície do líquido – écumer.
- Reduza o líquido em cerca de um terço ou até que o molho atinja a consistência nappé.
- Passe o molho por uma peneira grossa, descartando os sólidos. Passe novamente pela peneira, desta vez forrada com cheesecloth.
- O molho está pronto para ser servido.
Notes
Concluindo
O molho espanhol, conhecido como “sauce espagnole” na culinária francesa, é um dos cinco molhos-mãe que formam a base da clássica cozinha francesa. Este molho é caracterizado por sua rica e profunda complexidade de sabores, que resulta de uma cuidadosa combinação de ingredientes e técnicas de preparo.
Para sua elaboração, utiliza-se um roux escuro, que é uma mistura de farinha e gordura, geralmente manteiga, cozida até adquirir uma coloração marrom. Em seguida, adicionam-se ingredientes como caldo de carne, tomates, cebolas, cenouras e temperos, que são cozidos lentamente para permitir que os sabores se intensifiquem e se integrem. O molho espanhol é frequentemente utilizado como base para outros molhos, como o molho demi-glace, e serve como acompanhamento para uma variedade de pratos, incluindo carnes assadas e guisados.
Além de sua importância na culinária francesa, o molho espanhol também exemplifica a técnica de construção de sabores, onde cada ingrediente desempenha um papel crucial na criação de um perfil gustativo equilibrado e sofisticado. A sua versatilidade e profundidade de sabor fazem dele um componente essencial na gastronomia, sendo apreciado tanto por chefs profissionais quanto por entusiastas da culinária em todo o mundo.
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